07
dez

Se eu não erguer Jerusalém por sobre minha alegria (Salmo 137)

Finalmente, depois de 70 anos de existência do Estado de Israel, Jerusalém é reconhecida pelos EUA como a capital de Israel. Porém muitos estão dizendo que este é um ato que ameaça à segurança dos judeus em Israel e no mundo! Como os árabes irão reagir? Será que foi prudente? Vale a pena o preço? De qualquer forma, Jerusalém já era na prática a capital de Israel! Que mudança vamos ver, além da violência que surgirá?

A princípio, estas parecem perguntas relevantes e que devemos levar em consideração.

Porém, em primeiro lugar, temos que entender que esta é uma decisão dos EUA e não nossa, ou do Estado de Israel! A única ação que o Estado de Israel poderia fazer era se opor a esta decisão, ou abertamente ou mais discretamente em conversas entre os líderes. De qualquer forma seria uma oposição ativa ao reconhecimento de Jerusalém como capital de nosso país! É realmente isso que queremos?

Agora, imaginem que o Presidente dos EUA, a maioria do Congresso e do Senado americano são a favor do reconhecimento de Jerusalém como capital, mas o governo de Israel se opõe… Que mensagem estaria sendo passada a todos? Mesmo que o governo de Israel fosse formado pelos partidos de esquerda, eles nunca diriam aos EUA que não fizessem esta declaração!

O anúncio histórico de Donald Trump – Jerusalém é a capital de Israel!

Jerusalém é a nossa capital! E este reconhecimento é o que nós queremos. Então sejamos menos trágicos. Este é um momento de festejar!

Assim como na declaração de independência do Estado de Israel houveram aqueles que acusaram Ben Gurion de estar acabando com o judaísmo e os judeus de todo o mundo! E lá realmente as chances de uma catástrofe eram bem maiores. 1% dos judeus que viviam na terra de Israel morreram na guerra. Se os árabes tivessem ganhado, não haveriam negociações sobre o destino da população judaica e muito menos sobre a terra de Israel… Portanto, Ben Gurion deveria ser considerado um irresponsável, uma ameaça à paz no Oriente Médio e no mundo. Mas, ao contrário, ele se tornou um ícone. O fundador do Estado de Israel. E ainda tem mais, foi a favor de grandes sacrifícios para que Jerusalém ficasse no território Israelense – ao final conseguindo que somente a parte ocidental permanecesse em território israelense. E nesta, declarou que Jerusalém é a capital eterna de Israel!

Obviamente as proporções agora são completamente diferentes. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel não é vital para o país, porém as consequências tão pouco são ameaças monstruosas. Ou sequer são ameaças diferentes das que escutamos o tempo todo – ou seja, não mudou nada! Infelizmente, nossos vizinhos palestinos estão nos ameaçando constantemente por qualquer motivo. Seja por causa de verificação de segurança na entrada de Jerusalém, seja porque acordaram de mau humor (vide perfil dos atacantes a faca nos últimos atos terroristas), seja porque estão sobre uma constante onda de lavagem cerebral feita pela Autoridade Palestina nos rádios, nos livros didáticos, nas colonias de férias para crianças, ou em homenagens e salários a terroristas e suas famílias.

Mas falando de um cenário mais amplo, este sim forma um ótimo momento para tal declaração. Após a “Primavera Árabe”, temos o Egito como um aliado que compartilha interesses comuns de segurança conosco, temos a Jordânia num acordo de paz com Israel e sem nenhum interesse de romper tal acordo, temos uma Síria enfraquecida por uma guerra civil, temos no Líbano um Hezbolá ocupado na guerra civil dentro da Síria e preocupado com a sua própria sobrevivência… Isso no que diz respeito às fronteiras diretas de Israel. Se levarmos em consideração que o Estado Islâmico forçou a união do Egito e a Arábia Saudita com os EUA, e que o Irã também é uma ameaça a estes – isso aproximou seus interesses aos de Israel contra os palestinos (principalmente o Hamas), chegamos ao maior apoio árabe a Israel que já aconteceu em toda a história! Isso sem levar em conta que vários países africanos que eram unidos aos países muçulmanos abriram embaixadas e reconheceram Israel como um país soberano durante o governo atual. Então sob qual ameaça externa realmente Israel está agora? Ao contrário do que dizem, esta é somente mais uma grande conquista diplomática do governo atual.

Não somos somente nós que reconhecemos Jerusalém como capital do povo judeu, o mundo está começando a admitir isso também! Não devemos dar ouvidos a tais profecias catastróficas. O reconhecimento de Jerusalém não vai mudar nada nas ações terroristas daqueles que nos querem mal, ele só dará maior estabilidade política e diplomática a nossos representantes frente àqueles que querem apagar qualquer vínculo entre o povo judeu e a terra de Israel.

Jerusalém é a eterna capital de Israel e do povo judeu! Obrigado Presidente Donald Trump e povo americano por mais esta prova de amizade.

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